desapaixonada e feliz psicobela

DESAPAIXONADO (A) E FELIZ!

18 de junho de 2013

Ninguém contesta que estar apaixonado (a) é uma delícia. Cores mais vivas estão por toda parte, sorriso fácil, sonhos despertos, borboletas no estômago. Seria mais fidedigno dizer manadas de elefantes ou rinocerontes no estômago. 

Fisiologicamente e emocionalmente a paixão é algo arrebatador, uma tempestade bioquímica. Um “vício” que debilita a razão. Faz nos suprimir a individualidade, “perder-se no outro”. Vontade de ver, tocar, pensar, pensar, pensar, pensar, pensar… na pessoa amada o tempo todo. Basicamente como um transtorno obsessivo compulsivo.

Dizem os estudiosos que o tempo de validade é de três, quatro anos. Meses, poderia ser? Depende da paixão, da história, da pessoa apaixonada, por quem se apaixona. Depois da tempestade vem a bonança, e o amor pode se instalar com mansidão e menos sofreguidão. Que venha! Ou não, pode ser apenas paixão como chuva de verão, intensa e de passagem rápida. Ainda bem!

Apesar dos efeitos colaterais de uma paixão ela é desejada, esperada e deve ser experimentada. Faz o mundo ser diferente por algum tempo, e carrega consigo componentes do próprio amor. Afinal há momentos que precisamos tirar férias da razão, curtas férias, mas é preciso! Vale a pena!
Mas, tão bom quanto apaixonar-se é desapaixonar-se, especialmente se essa paixão não for correspondida. Porque ao apaixonado reserva se dias de abundância e de penúria. Sua saúde emocional, qualidade de autoestima, rede de amigos, trabalho significativo, sua fé e a tão estimada razão, que nos dias de “tensão amorosa” perderam força, voltam a ressurgir tão fundamental quanto à própria respiração. Chega de sufoco!
E o desapaixonado recuperado, ou em recuperação, pode voltar a si, aliviado, fortalecido, abastecido de boas lembranças que poderão ser arquivadas na “galeria do amor”.

Acredito que cada pessoa deve fazer num espaço emocional interior uma galeria, um local especial e reservado para nossas histórias amorosas. Lá com distintos tamanhos, molduras de diferentes proporções e modelos, estarão nossos “retratos de amor”.
Alguns grandiosos, com molduras nobres, local privilegiado, luminosidade favorecida, outros, moldura discreta, atrás da coluna, tamanho minúsculo, quase imperceptível na penumbra. Depende do grau de importância. Mas, são acervo das nossas histórias de amor, bem sucedidas ou não.
Há amores que desejam que os amados “destruam” suas histórias pregressas. Mas isso é desejo dos ciumentos ou imaturos. Pois não é de conhecimento geral que “todo amor vale a pena quando a alma não é pequena?”.

Talvez a paixão seja um elemento de fazer a alma não ser pequena e nos preparar para a arte de amar. Ou a paixão seja como uma exposição de arte nas galerias da vida: bela, passageira, pouco compreensível. Mas encantadora e edificante.
E o amor? Você já sabe: é tudo que não é paixão!

Maria Marta Ferreira

Psicóloga – CRP 08/08401

Quer saber mais? Neste texto conversamos sobre relacionamento ou romance, qual a sua? Aproveite.
Obrigada por ter vindo comigo até aqui, e acompanhem mais novidades no meu InstagramFacebook e LinkedIn.

Matérias Similares


×